domingo, 7 de setembro de 2008


DESENVOLVAM EDUCARE E SEJAM UNIDOS
Data: 20/07/2008 – Ocasião: Conferência Mundial de Educação – Local: Prasanthi Nilayam

Eu não tenho mais nada a acrescentar ao que lhes foi dito por Michael Goldstein e por Srinivasan, Presidente Geral das Organizações Sri Sathya Sai Seva da Índia. Educação não é um assunto sobre o qual qualquer pessoa deveria falar. Atualmente, a educação se tornou superficial e mundana. Hoje em dia, milhões e milhões de pessoas têm buscado esse tipo de educação na Índia. De que modo a sociedade é beneficiada por tais pessoas? Todos estão preocupados com os seus próprio interesses egoístas. Ninguém se importa com o bem-estar e interesse público. Ninguém está preocupado com a realidade social e em que condições se encontra, ou quais as dificuldades a que as pessoas estão submetidas. Quando falam em público, fazem-se longas dissertações sobre o auxílio aos pobres, mas quando chega a hora de agir, ninguém está por perto. Todos vocês sabem em que condições o mundo se encontra atualmente. Para onde quer que se voltem, vêem aflição e sofrimento. Paz e felicidade não são encontradas em lugar algum. Todos os países reivindicam progresso e empreendimentos em diferentes áreas. Essas reivindicações são destituídas de conteúdo, uma vez que a paz e a felicidade não se encontram em lugar algum. Se pesquisarmos a verdade, cada país está mergulhado em dificuldades e se encontra em alguma forma de crise. Nenhum governo faz um esforço sincero para compreender as dificuldades por que passam os pobres. É muito difícil determinar quem é pobre e quem é rico. Todos são “pobres” em algum sentido. Então, quem são os ricos? São aqueles que praticam o que dizem. Diz-se: “Aqueles cujos pensamentos, palavras e ações estão em perfeita concordância são grandes almas” (Manasyekam vachasyekam karmanyekam mahathmanam). Tais pessoas são muito raras. Em realidade, países como a Rússia e os Estados Unidos, que são considerados superpotências, estão causando grandes prejuízos aos países mais pobres. Eles sequer lamentam os seus erros. São incapazes de compreender como estão sofrendo os povos subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Por exemplo, o povo do Iraque padece indizíveis sofrimentos. Entretanto, ninguém se preocupa com o seu sofrimento. Sem dúvida, em cada país tem pessoas ricas e pobres. Estranhamente, são aos ricos que são oferecidos cuidados e ajuda. Ninguém vem em socorro dos pobres ou lhes oferece ajuda. Portanto, antes de qualquer coisa, os pobres e oprimidos devem ser protegidos. Cada devoto deve incentivar o amor e a compaixão. Diz-se: “Somente pelo sacrifício alguém pode alcançar a imortalidade” (Thyagenaike amruthathva-manasuh). Somente a pessoa que possui a qualidade do sacrifício pode experimentar a beatitude. Aqueles que detêm o sentimento egocêntrico do “eu” e “meu” nunca poderão ser felizes na vida. Onde existe o sentimento de “eu” surge o ego. Aqueles que cultivam o sentimento de “meu” e “meu povo” cultivam o apego. Não se deveria jamais desenvolver o sentimento de que somente o nosso país deve prosperar. Desenvolvam uma visão mais ampla e rezem, Loka samasta sukhino bavantu (Que todos os seres de todos os mundos sejam felizes!) Aqueles que desenvolvem o sentimento tacanho de “eu” e “meu”, passam por muito sofrimento. Isso é decorrente da educação secular que adquiriram. A educação mundana não vai além dos próprios interesses egoísticos das pessoas. Devemos amar a todos e servir a todos. Atualmente, os ricos perderam as qualidades de temer o pecado e amar a Deus (papa bhiti - daiva priti). Se vocês cultivarem somente essas duas qualidades, poderão alcançar tudo na vida. Precisamos diminuir bastante os nossos interesses egoístas. É preciso desistir gradativamente do egoísmo. Devemos fazer uso total de nossa educação e energias, para o benefício da sociedade. Se não houver pessoas pobres, vocês não poderão sequer estar seguros quanto aos seus alimentos: uma vez que são eles que labutam nos campos e nas fazendas para produzir os grãos e mercadorias para o consumo da sociedade. Enquanto os ricos usufruem o conforto da vida, os pobres suam para manter unidos os seus próprios corpo e alma. Todos os indivíduos, na sociedade, têm os seus próprios direitos como o direito à vida, etc. Portanto, devemos também cuidar dos pobres e atender algumas de suas necessidades básicas. Por utilizarmos os seus serviços, devemos, em contrapartida, servi-los também.

Organização Sri Sathya Sai do Brasil www.sathyasai.org.br

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